Por que o Flamengo? Bom, realmente não consigo definir uma resposta para essa pergunta. A verdade é que o Flamengo sempre esteve ali. Poderia dizer que é uma tradição sanguínea, que iniciou quando meus avós se conheceram em um Fla x Flu com mais de 100 mil pessoas na antiga geral do Maracanã. Ou, então, quando meu pai, ainda criança, encontra o lendário lateral Leandro, o “Peixe Frito”, e enquadra uma foto que me marcou desde o dia que a vi. Também poderia dizer que começou a partir do momento em que nasci, quando logo ganhei uma roupa do Mengão e fui “marcado” para sempre por um amor incomparável. Assim como, poderia falar das minhas primeiras memórias como torcedor, a virada por 5 a 4 sobre o Santos de Neymar em 2011 , o título da Copa do Brasil de 2013 e a minha “estreia” no Maracanã em 2014.
Mas, no final das contas, tentaria explicar o inexplicável. Grande parte da minha vida, das minhas conquistas e decepções nos meus 21 anos se moldaram pelo Flamengo. Nos dias mais felizes, ele estava lá. Nos mais tristes, também. Como não lembrar o momento exato onde eu estava no segundo gol do Gabigol em 2019. Ou na cabeçada do Danilo em 2025. Ou até mesmo no escorregão do Andreas em 2021. Tudo isso em finais de Libertadores. Se fosse listar todos os momentos, esse texto teria muitas outras páginas. Seria grande como o Flamengo – como meu amor pelo Flamengo.
É como eu disse: ele sempre esteve ali. E quando algo se faz presente por tanto tempo e com tanta intensidade, é impossível não dizer que é paixão. Mas não é só o Flamengo que sempre esteve comigo. A Copa do Mundo é o torneio que mais vezes consumi de forma completa desde que tenho memórias. Escrevo consumo, porque é muito mais do que assistir aos jogos. Vai desde os álbuns de figurinhas, que coleciono desde a Copa de 2010, até as grandes zebras e as decepções com o Brasil. A Copa do Mundo sempre foi um evento, o “Ano de Copa” sempre foi diferente e enquanto eu gostar de futebol (espero que pra sempre), será a competição mais aguardada e desfrutada por mim.