Inglaterra 3 X 2 México – Hey Jude, don’t make it bad. Take a sad song and make it better

Na volta da seleção inglesa ao Estádio Azteca, Jude Bellinhgham comandou a vitória e a exorcização de fantasmas do passado na noite de domingo.

Por Caio Schmidt

English FA

Voltar a um lugar que gerou traumas e feridas que não se fecharam há 40 anos pode não ser o ideal no ambiente psicológico, mas no futebol é tudo que precisa para se mudar a história. Em 1986, na última Copa Do Mundo realizada no México, o English Team foi até o Estádio Azteca para enfrentar a Argentina de Diego Armando Maradona e saiu de lá em choque. Tanto pelo gol antológico marcado pelo 10 argentino driblando o campo inteiro ou pela La Mano de Dios. O palco ficou tatuado no imaginário inglês por 40 anos como um lugar de tristezas e injustiças. Mas no dia 05/07, mesmo com os 2.250 metros de altitude, tudo mudou graças a atitude outro camisa 10 geracional.

Hey Jude!

Michael Regan – FIFA via Getty Images

O jogo começou tenso, com os donos da casa pressionando muito e exigindo grandes defesas de Pickford, mas num contra-ataque em velocidade pela direita Saka vence seu 1 contra 1 e levanta a bola para Jude Bellingham invadir a pequena área e testar para dentro do gol aos 36 do primeiro tempo. 2 minutos depois o 10 inglês fez a noite ser sua na capital mexicana, isso porque Gordon roubou a bola já na saída do México e acionou Jude, que entregou para Kane aberto na direita e ele só teve a árdua tarefa de rolar a bola para dentro da área e o Belligol só emendou para o fundo da rede.

Ainda no primeiro tempo, Quiñones diminuiu na sobra de uma falta aos 42 e aperta o jogo, finalizando bastante e gerando muito perigo ao gol de Pickford.

Harry Kane, my Wonderwall

Getty Images

Depois de um carrinho desnecessário e imprudente de Jarell Quansah aos 8 minutos do segundo tempo, o lateral inglês foi expulso e complicava muito a vida dos Three Lions. Porém, no lance seguinte, Gordon aproveita a sobra de bola no ataque e é derrubado na grande área pelo goleiro Raúl Rangel. Resultado: pênalti para Inglaterra e alertas de furacões em Ciudad de Mexico, já que Kane bateu e converteu com segurança. Sete minutos depois, o mesmo Harry Kane comete uma falta na área inglesa e o juiz dá pênalti após a revisão no VAR. Raúl Jiménez converte e põe fogo no jogo.

You’ll Never Ever Beat Dan Burn, He’s From Blyth!

Darrian Traynor/Getty Images

Para segurar a pressão mexicana, Tuchel chamou a campo o poste de dois metros de altura que estava no banco, Dan Burn entrou aos 20 do segundo tempo e defendeu como o muro que é quando joga em Newcastle-upon-Tyne. O zagueirão (na melhor definição da palavra) cortou 6 ataques do México e bloqueou 2 finalizações, sendo uma delas o chute de bicicleta de Jiménez aos 50 do segundo tempo. Para deixar o momento ainda mais especial, a bola caiu no campo de defesa do México após o bloqueio. Just Dan Burn things mate.

Afterparty

Getty Images

Depois do apito final, as cenas no Azteca foram dignas de filme. Harry Kane cedendo entrevistas sem voz, o ex-jogador Peter Crouch celebrando com os jogadores ingleses e, óbvio, a tradicional comemoração com a torcida cantando Wonderwall, de Oasis, junto com os atletas da seleção nacional. No fim de tudo isso, Jordan Henderson, veterano meio-campista da seleção, foi pular a placa de publicidade para voltar aos vestiários e acabou escorregando e caindo. Quando atingiu o chão, acabou quebrando o pulso na hora e agora é um desfalque confirmado para o resto da campanha da Inglaterra na copa. Que fase…

Thomas Tuchel mandou a campo (substituições): Jordan Pickford, Jarell Quansah, Ezri Konsa, Marc Guehi, Nico O’Reilly (Djed Spence ’75), Elliot Anderson (Dan Burn ’75), Declan Rice, Bukayo Saka (John Stones ’57), Jude Bellingham, Anthony Gordon, Harry Kane (Morgan Rodgers ’90).

Agora as atenções estão voltadas ao jogo das quartas de final contra a Noruega de Erling Haaland. A partida será no sábado, dia 11/07 às 18:00, no Hard Rock Stadium em Miami.