Copa do Mundo de 1998 – França

Seleção campeã: França 

Brasil Seleção vice-campeã: Brasil 

Sedes 

França:

Estádios:

  • Stade de France – Saint-Denis – 80.000 lugares
  • Parc des Princes – Paris – 49.000 lugares
  • Velodrome – Marselha – 60.000 lugares
  • Félix Bollaert – Lens – 44.000 lugares
  • Gerland – Lyon – 41.300 lugares
  • La Beaujoire – Nantes – 39.500 lugares
  • Municipal – Toulouse – 37.000 lugares
  • Geoffroy Guichard – Saint-Etiénne – 36.000 lugares
  • Parc Lescure – Bordeaux – 35.200 lugares
  • La Mosson – Montpellier – 34.000 lugares

Seleções participantes:

Grupo A: Brasil Noruega  Marrocos  Escócia

Grupo B:     Itália  Chile  Áustria  Camarões 
Grupo C:    França  Dinamarca África do Sul Arábia Saudita
Grupo D: Nigéria Paraguai  Espanha  Bulgária
Grupo E:    Holanda México Bélgica Coreia do Sul
Grupo F: Alemanha Iugoslávia   Irã Estados Unidos
Grupo G:    Romênia Inglaterra  Colômbia Tunísia
Grupo H: Argentina Croácia  Jamaica Japão
 

História da Copa:

A Copa do Mundo de mil novecentos e noventa e oito, realizada na França, marcou uma mudança importante no futebol ao ser a primeira com trinta e duas seleções, ampliando o alcance do torneio e trazendo mais diversidade. Foi uma edição forte tecnicamente e cheia de histórias marcantes. A França conquistou seu primeiro título mundial jogando em casa, ao vencer o Brasil por três a zero na final, no Stade de France, em Saint-Denis. O grande nome da decisão foi Zinedine Zidane, que marcou dois gols de cabeça ainda no primeiro tempo, enquanto Emmanuel Petit fez o terceiro no fim da partida. O Brasil ficou com o vice-campeonato, mesmo chegando como favorito por ser o atual campeão. Antes da final, um episódio chamou atenção: Ronaldo passou mal horas antes do jogo, sofreu uma convulsão, chegou a ficar fora da escalação inicial e depois voltou ao time, em um caso que gerou enorme repercussão. O artilheiro da Copa foi Davor Šuker, da Croácia, com seis gols em sete jogos. A seleção croata, inclusive, foi a grande surpresa do torneio, terminando em terceiro lugar em sua primeira participação como país independente. Outro jogo marcante foi a semifinal entre França e Croácia, vencida pelos franceses por dois a um, com dois gols de Lilian Thuram, um defensor que raramente marcava. Foi uma Copa que evidenciou a força do fator casa e consolidou Zidane como um dos grandes nomes do futebol mundial.

Brasil na Copa:

O Brasil chegou à Copa de mil novecentos e noventa e oito como favorito ao título, embalado pela conquista de mil novecentos e noventa e quatro e por uma geração talentosa, com nomes como Ronaldo, Rivaldo, Bebeto e Cafu. A campanha começou com vitória sobre a Escócia, seguida de mais um triunfo contra o Marrocos e uma derrota para a Noruega na fase de grupos, resultado que não impediu a classificação. Nas oitavas de final, a seleção venceu o Chile por quatro a um, em uma atuação segura. Nas quartas, derrotou a Dinamarca por três a dois, em um jogo equilibrado. Já na semifinal, enfrentou a Holanda em uma das partidas mais tensas do torneio, empatando em um a um no tempo normal e garantindo a vaga na final nos pênaltis, com destaque para o goleiro Taffarel. Apesar da boa campanha até ali, a final ficou marcada por uma atuação abaixo do esperado. O que realmente aconteceu com o atacante Ronaldo no dia da final da Copa contra os franceses ainda é uma incógnita. Primeiro, noticiaram que o jogador estava com problemas no tornozelo. Depois, uma convulsão. Mais tarde, uma crise nervosa. A verdade jamais foi esclarecida. Concreto, só o fato de que a seleção, assustada e dividida sobre a escalação do atacante, perdeu a final por três a zero. Assim, a seleção encerrou sua participação com o vice-campeonato, em uma campanha que misturou bons momentos ao longo do torneio com uma final frustrante e cercada de controvérsias.

Curiosidades:

Foi a primeira Copa do Mundo com trinta e duas seleções, ampliando o formato que permanece até hoje.

A França se tornou a sétima seleção a conquistar o título jogando em casa.

Zinedine Zidane marcou dois gols de cabeça na final, mesmo não sendo conhecido por esse tipo de jogada.

O brasileiro Ronaldo foi eleito o melhor jogador do mundo naquele ano, mesmo após a derrota na final.

O episódio da convulsão de Ronaldo antes da decisão é um dos mais misteriosos da história das Copas.

Davor Šuker, da Croácia, foi o artilheiro com seis gols, sendo o primeiro jogador croata a alcançar esse feito.

A Croácia teve uma das campanhas mais surpreendentes da história, terminando em terceiro lugar em sua primeira participação.

Lilian Thuram marcou os únicos dois gols dele pela seleção francesa justamente na semifinal contra a Croácia.

O Paraguai, com o goleiro José Luis Chilavert, chamou atenção por sua forte defesa e organização tática.

A Nigéria encantou o mundo com um futebol ofensivo e eliminou a Espanha ainda na fase de grupos.

A Alemanha sofreu uma de suas derrotas mais pesadas em Copas ao perder por três a zero para a Croácia nas quartas de final.

A Dinamarca fez sua melhor campanha em Copas até então, chegando às quartas de final.

O Brasil chegou à sua quarta final de Copa do Mundo, consolidando sua tradição na competição.

A França sofreu apenas dois gols em toda a campanha, mostrando grande solidez defensiva.

O gol de Michael Owen contra a Argentina, nas oitavas de final, foi um dos mais bonitos daquela edição.

A final entre Brasil e França foi assistida por bilhões de pessoas ao redor do mundo, consolidando o alcance global do torneio.

Essa Copa ajudou a popularizar ainda mais o futebol em escala mundial, com jogos transmitidos para praticamente todos os continentes.

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