O Mundial de Futebol de 1966 foi a oitava edição da Copa do Mundo FIFA de Futebol, que ocorreu de 11 a 30 de julho. O evento foi sediado na Inglaterra, tendo partidas realizadas nas cidades de Birmingham, Liverpool, Londres, Manchester, Middlesbrough, Sheffield e Sunderland. Dezesseis seleções nacionais foram qualificadas para participar desta edição do campeonato, sendo dez delas europeias (Inglaterra, Itália, Alemanha Ocidental, Hungria, Suíça, Portugal, França, União Soviética, Bulgária e Espanha), cinco americanas (Brasil, Argentina, Chile, Uruguai e México) e uma asiática (Coreia do Norte).

A seleção campeã foi a Inglaterra, que venceu a Alemanha Ocidental na prorrogação por 4 a 2 em Wembley. Na final, um dos lances mais marcantes da história das Copas aconteceu. Era o oitavo minuto da prorrogação quando Geoff Hurst chutou uma bola que desviou no travessão e quicou em cima da linha, não cruzando completamente o plano de gol, mas o bandeirinha  Tofiq Bahramov confirmou o terceiro gol da Inglaterra. Ainda daria tempo para Hurst marcar seu terceiro gol no último lance do jogo, se tornando o primeiro jogador a marcar 3 gols numa final de Copa do Mundo. 

Brasil na copa: 

O Brasil estreou vencendo a Bulgária por dois a zero, com gols de bola parada de Pelé e Garrincha. Foi a última partida em que os dois atuaram juntos pela Seleção e o palco da disputa foi o Goodison Park, casa do time inglês Everton. No total foram 40 partidas entre 1958 e 1966 e nenhuma derrota.

Na segunda partida, derrota para a Hungria por 3 a 1. O jogo marcou o fim do recorde de maior número de partidas consecutivas sem perder de um país em Copas do Mundo, marca que persiste até os dias de hoje. Foram 13 jogos sem perder, a última derrota do Brasil havia sido contra a mesma Hungria, na Batalha de Berna, em 1954. Pelé, machucado devido ao jogo duro dos búlgaros, não atuou, sendo substituído por Tostão. 

No último confronto, derrota para Portugal, estreante no torneio, por 3 a 1. Inseguro, o técnico Feola fez nove alterações para esse jogo decisivo, incluindo a troca de Gylmar por Manga no gol, o retorno de Pelé e Denílson, e Garrincha indo para a reserva. A partida ficou marcada pelas jogadas violentas contra Pelé que acabou se machucando mais ainda, em entradas dos portugueses João Morais, Vicente Lucas e Alexandre Baptista, que não foram advertidos pelo árbitro inglês, George McCabe. Foi a segunda vez que uma seleção defendendo o título foi eliminada na primeira fase; a primeira foi a Itália, na Copa do Mundo de 1950.

Destaques:

Como destaques da Copa tivemos o artilheiro Eusébio com 9 gols pela seleção portuguesa, o melhor goleiro foi o inglês Gordon Banks e o craque da competição foi o também inglês Bobby Charlton. 

Curiosidades:

A Copa de 1966 causou discordâncias antes mesmo que uma bola fosse chutada no primeiro jogo. Dezesseis nações africanas boicotaram o torneio em protesto contra uma resolução da FIFA de 1964 demandando que o vencedor da zona africana enfrentasse o vencedor da zona asiática ou da oceânica para se classificar à fase final. Os africanos acreditavam que vencer sua zona deveria bastar por si só para ter um lugar nas finais.

Mesmo com a ausência dos africanos, se estabeleceu mais um recorde de inscrições para as Eliminatórias, com 70 nações competindo. Depois de toda a discussão, a FIFA determinou que dez times da Europa se classificariam, junto com quatro da América do Sul, um da Ásia e um da América do Norte, América Central e Caribe.

A Coreia do Norte protagonizou uma das maiores zebras da história das Copas, eliminando a Itália na fase de grupos, no último jogo, ao vencer por 1 a 0 e se classificar para as quartas de final.