Tem rosto: o do meu pai, que me apresentou esse amor
Sempre acompanhava meu pai nos jogos, mais pela bagunça do que por qualquer entendimento do jogo. Naquela época, futebol era mais sobre estar ali do que sobre entender
Mas isso começou a mudar em um dia específico. Era um jogo entre Flamengo e Grêmio, pelas quartas de final da Copa do Brasil de 2018. Ainda não entendia nada sobre regras. Quando o Lincoln fez o gol no último minuto, entendi, de fato, sobre a emoção de gostar do futebol e de ser Flamengo.
Ao abraçar meu pai na comemoração do gol, lembro dele dizer: “não queria que você ficasse assim minha filha”, e eu ali, chorando, e com o coração quase saindo pela boca de tanta emoção. Aquela se tornou a lembrança mais viva que tenho de quando comecei a entender o futebol. Tinha 12 anos.
Já dá pra perceber o motivo da minha paixão pelo futebol. O responsável? O Clube de Regatas do Flamengo. Mas, antes de tudo, tem rosto: o do meu pai, que me apresentou esse amor, ainda antes de eu nascer.
Com o tempo passando, meu amor pelo futebol e pelo meu time só cresceu, e foi isso que me trouxe até aqui, fazendo o curso que o futebol, aos poucos, me fez escolher.