Futebol é casa
Na televisão, sempre a mesma programação, no rádio, sempre a mesma narração, no dvd, sempre o mesmo hino – e todos eles diziam um único nome: São Paulo Futebol Clube. O sentimento pela camisa não foi criado, mas construído, tijolo por tijolo, como um lar. Era quase como se aqueles sons fossem a trilha sonora da vida.
De repente, a camisa 01 se tornou ligação, afeto, compartilhamento. Em meio à frieza do mundo, do cotidiano, o futebol conectava, transmitia e era um elo de união dentro de casa. E, quando menos esperava, meu coração foi se transformando em um escudo de cinco pontas, vermelho, branco e preto.
O que era entretenimento às quartas e aos domingos, se tornou interesse, rotina, obsessão. Do amadurecimento veio o conhecimento das regras, das técnicas, dos lances e também do poder que esse esporte exerce nas vidas, nas relações e no mundo.
Em muitos momentos se faz motivo de decepção, mas, para além da emoção, o futebol significa escolha, profissão e esperança. O São Paulo, ainda hoje, continua a ser o elo das relações que ele mesmo ajudou a construir. O São Paulo também é minha raíz, é sinônimo de memória e família – é o sentimento de minha casa.