Minha primeira roupa foi a camisa do Cruzeiro

​A primeira roupa que meu pai me deu foi uma camisa do Cruzeiro. Eu ainda nem tinha saído da barriga da minha mãe, e ele nem sabia quem eu era, mas já me ensinava a amar o clube de coração da minha família. Apesar de ter sido criada vendo jogos com meu pai, meu amor pelo esporte só nasceu mesmo em 2021. Falo que o esporte me salvou em um mundo colapsado no pós-pandemia, e nem sabia como tinha vivido tanto tempo sem ele; mas, talvez, ele só tivesse o momento certo para entrar na minha vida.

​Lembro que, quando era pequena, ficava com raiva quando meu pai sentava no sofá, domingo à tarde, e trocava de canal para ver futebol enquanto eu estava assistindo aos meus desenhos. Hoje, sou a primeira a ligar a TV para ver os jogos de domingo. Fui ensinada a torcer para o Cruzeiro; hoje, se tornou minha grande paixão. Atualmente, além de ser uma amante do Cruzeiro, descobri também o amor pelo Barcelona, por esportes no gelo e que a equipe vermelha do cavalinho da Fórmula 1 pode, sim, fazer uma boa estratégia. ​Hoje, entendo meu pai. Talvez ele nunca tenha tentado me tirar dos desenhos. Talvez só estivesse, desde o início, me apresentando ao mundo que um dia também seria meu.