A Copa do Mundo que eu vi
A Copa dos Protagonistas
Por: Felipe Guaraldo
Como muitos definiram logo no começo da competição, a Copa do Mundo de 2026 foi a Copa dos protagonistas. E não me entenda errado, protagonismo não significa apenas os melhores jogadores brilhando, mesmo que isso tenha acontecido. O protagonismo também aparece quando seleções “pequenas”, muitas estreantes, constroem sua própria trajetória sem se importar com o que foi “pré-determinado” para elas antes. Cabo Verde, o maior exemplo de todos, saiu invicto no tempo normal, jogando contra as duas finalistas, Espanha e Argentina. Curaçao, uma pequena ilha no Caribe, fez um gol na Alemanha e conquistou seu primeiro ponto contra o Equador. Essas duas seleções, definem uma parte da “Copa do Protagonistas”. Foram protagonistas da sua própria história e por isso conquistaram o campo e o coração de milhares de torcedores de diversas nações.
Agora, é impossível falar de protagonismo e não citar Haaland e Mbappe. O cometa norueguês, que remou de maneira heroica com sua seleção até as quartas de final. 7 gols, sendo dois no Brasil e uma relação única com os norueguês das arquibancadas norte-americanas. Já para Mbappé, fica a frustração da eliminação nas semis. Ainda sim, os recordes e números alcançados mostram que é questão de tempo para que o francês se torne o maior jogador da história da Copa do Mundo. Bellingham também é outro que volta triste, mas que, ao som de Wonderwall, ganhou a admiração do planeta por suas atuações com a seleção inglesa.
Antes de chegar no personagem que define a Copa do Protagonistas, é importante citar a Seleção Brasileira. A seleção que, no momento decisivo, não teve quem decidisse. E isso vai desde o Vini Jr não cobrando a penalidade contra a Noruega, até o “protagonista” Neymar brigando com o goleiro com o placar 2 a 1 e faltando 30 segundos para acabar o jogo. Uma seleção brasileira incapaz de gerar euforia e que remou contra a maré do que a Copa de 2026 mostrava ser necessário para um time campeão.
Como eu disse, para finalizar essa crônica, deixei o maior personagem, o protagonista que define a Copa de 2026. Existe uma frase que nunca me esqueço que diz o seguinte: “Quando uma estrela está prestes a apagar, ela brilha com todo o seu resplandecer antes de desaparecer”. E isso define Lionel Messi. Na sua última Copa (ou será que não), aos 39 anos, Messi desfilou em campo. Deu vida a uma Argentina que passou sufoco em muitos momentos. Rejuvenesceu 10 anos em campo para continuar lutando pelo seu país. Mesmo sendo vice, a Lionel Messi é a cara da Copa de 2026. A Copa dos protagonistas é a Copa de Lionel Messi. A Copa que eu vi, é a Copa de Lionel Messi.