Melancólico: Argentina sofre gol na prorrogação e é derrotada pela Espanha
Em sua provável última partida pela seleção Argentina, Messi e seus capitaneados foram vencidos pela Espanha numa partida monótona e com requintes de crueldade.

Foto: Justin Setterfield/Getty Images
Para a sua segunda final consecutiva de Mundial, Scaloni mexeu no time titular. Visando anular o atacante espanhol Lamine Yamal, o técnico argentino começou com Nico González pela esquerda, substituindo Simeone, que havia começado contra a Inglaterra. No meio campo, trocou Paredes por De Paul e, na lateral direita, Montiel tomou a vaga de Molina. Assim, o time titular argentino para a final foi: Dibu Martínez, Montiel, Cuti Romero, Lisandro Martínez e Tagliafico. Enzo Fernández, Mac Allister, De Paul e Nico González. Messi e Julián Álvarez.
Era esperado que a “albiceleste” tivesse menos posse de bola. Porém, o que vimos ontem no MetLife Stadium foi um dos maiores fiascos da história recente do futebol argentino. Durante os 90 minutos, a seleção sul-americana sequer acertou um chute na meta de Unai Simón e viu o sonho do bicampeonato mundial escapar por entre os dedos à medida que o tempo passava.
A sorte também não esteve ao lado dos argentinos. A dupla de zaga formada por Romero e Lisandro Martínez, um dos pontos fortes da equipe ao longo da Copa, precisou ser substituída por problemas físicos. Com isso, Lionel Scaloni perdeu duas alterações e viu suas opções para mudar o rumo da partida diminuírem drasticamente.
Para completar a sucessão de acontecimentos negativos, Enzo Fernández, de quem muito se esperava ao longo do torneio, se despediu da pior maneira possível. Já nos minutos finais do tempo regulamentar, o meio-campista acertou uma entrada dura e completamente desnecessária em Pau Cubarsí. O lance resultou em sua expulsão, e o camisa 24 deixou o gramado pedindo desculpas à torcida argentina.
Ferran Torres marcou o único gol da partida no início do segundo tempo da prorrogação, aproveitando mais um erro de Molina, que entrou durante o jogo. Depois do gol, a Argentina tentou uma pressão desesperada em busca do empate. A chance mais clara caiu nos pés de Giuliano Simeone, que fez jus à má fama da família vestindo a camisa da seleção argentina e mandou a bola longe do gol.
Assim, Messi se despediu do maior palco do futebol internacional. Amargando outro vice, o camisa 10 saiu de campo chorando e se manifestou apenas pelas redes sociais, agradecendo o apoio e valorizando o feito de duas finais consecutivas.
Essa foi apenas a segunda derrota de Scaloni em mata-matas com a seleção nacional. Agora, com o contrato da comissão técnica expirando em dezembro deste ano, a Federação Argentina vê à frente sua maior reconstrução desde 94, quando Diego se despediu da “la nuestra” após a Copa dos Estados Unidos.
Luiz Fernando Rangel, para o Facom News Esporte.