A COPA DO MUNDO QUE EU VI

Ser brasileiro

A magia da Copa está na expectativa gerada em torno da seleção ao longo dos 4 anos de espera, talvez essa tenha sido a Copa menos mágica para o brasileiro. A seleção que vinha sendo mostrada no ciclo pré Copa, não permitia acreditar no hexacampeonato, pelo contrário, trazia consigo o medo de até onde chegaríamos. 

Todas essas convicções caíram por terra no momento em que o árbitro apitou o início de Brasil e Marrocos. Naquele momento, o importante era acreditar a cada dividida, vibrar e sofrer a cada lance jogado. Quando percebi, lá estava eu, confiando que o hexa viria e planejando o churrasco do dia da final. Esse é o problema do brasileiro, a gente não desiste nunca e acredita no impossível até que ele se realize. E assim foi o jogo contra o Japão. Já em campo contra a Noruega, a seleção não fez jus ao povo brasileiro, faltou garra, determinação e vontade de jogar, isso só tinha um resultado possível: eliminação.

Em um momento que se diz muito sobre a identidade nacional, foi justamente ela que faltou a nossos representantes. Que o próximo ciclo da nossa seleção possa contar com aqueles que reconheçam e entendam o peso de vestir a amarelinha. E mais que isso, percebam, acima de tudo, que são brasileiros.

Letícia Badaró para Facom News Esportes