A COPA DO MUNDO QUE EU VI

Eu poderia começar dizendo tantas coisas… Despedida dos grandes ídolos mundiais, Brasil consagra mais uma geração europeia, polêmicas da FIFA e dos EUA, dor profunda ao ver a Argentina em mais uma final.

Porém, eu vejo isso como o meu nascimento. Não o biológico, mas sim para o que eu nasci. Viver o esporte e tentar transmitir a emoção.

Pela primeira vez eu vi a Copa como “o jornalista, Rafael Teles”. Não tenho relevância alguma, mas vivo para ter algum legado.

Narrar, comentar e noticiar é o que me brilha os olhos. Faz de mim querer ser melhor, me esforçar para tentar chegar a um nível acima.

Nunca me entendi como narrador, não tenho uma voz grossa como de costume. Tenho muitos erros, estou trabalhando para melhorar; ainda sou “tímido”, longe de ser excelente ou qualquer coisa.

Nesse Mundial tivemos alguns exemplos bonitos. Haaland finalmente tentou e conseguiu: jogou uma Copa do Mundo e brilhou nela. Salah levou sua Seleção a um mata-mata. Cabo Verde, que é menor que Juiz de Fora, também conseguiu. Curaçau, idem.

Obviamente, tivemos tristezas. Cristiano e Neymar não chegaram ao tão sonhado título, Mbappé frustrou com o quarteto mágico francês. O México não conseguiu quebrar sua maldição.

Penso que devemos focar mais nos exemplos positivos do que nos negativos. Por isso, pego como exemplo o melhor jogador da história para muitos, Lionel Messi. Não tenho, nem de perto, o talento dele. Entretanto, ganhar é sobre perseverança e resiliência. Messi sofreu em 2006, 2010, 2014 e 2018. Foi campeão em 2022 e agora pode ser de novo.

E ele é um dos melhores, quiçá o melhor. E mesmo assim sofreu, perdeu, errou. No final, ele conseguiu. O que eu vi dessa Copa do Mundo é que errar faz parte do processo.

Então, eu vou errar mesmo, vou falhar, vou gaguejar, vou confundir. E, com isso, tentar melhorar com os erros. Acredito que uma hora vai dar certo.

Retomando uma pegada mais introspectiva, o que eu faço, faço por amor. Vejo a primeira parte do sonho da criança que narrava os jogos de botão em casa. Que via todo bate-bola na TV.

Finalizando, no início, sempre quis trabalhar com esporte, agora estou me apaixonando cada vez mais pela narração. Eu acredito que as coisas acontecem por um motivo, e, se for para este propósito, vai ser.