A COPA DO MUNDO QUE EU VI

No dia 11 de Junho começava a maior Copa do Mundo de seleções já feita, agora com 48 países, com novas histórias, novos craques, três sedes diferentes, mas com aquela emoção fantástica que sempre existe.

Começando com os “mandantes”, Canadá conseguiu aplicar a maior goleada na de uma seleção da CONCACAF na história da Copa do Mundo, um 6×0 diante do Catar, além de conseguir a sua primeira vitória em Copa do Mundo, e também pela primeira vez avançando as fases eliminatórias, onde conseguiu passar dos 16 avos de final. Já o México, viu seus fanáticos torcedores lotando o estádio, e provando mais uma vez o quanto a torcida é importante para o futebol, também conseguiram quebrar um tabu em que os assustavam à tempos, “a maldição do quarto jogo”. Já os Estados Unidos, surpreendeu mostrando um bonito futebol, mas se viu sendo eliminado para um sonoro 4×1 contra a Bélgica.

Essa Copa é chamada de “Copa dos protagonistas” não é à toa, o melhor que eu vi, Lionel Messi, segue decidindo para a Argentina, disputando a artilharia com 39 anos, e batendo recordes, como o maior goleador da história das Copas, além de fazer gols em 9 partidas seguidas de Copa do Mundo. Kylian Mbappe provando cada vez mais que é diferenciado quando o assunto é essa competição, empilhando gols. Um norueguês fazendo história marcando duas vezes contra a maior seleção do mundo e levando seu país pela primeira vez às quartas de final. Harry Kane e Jude Bellingham brilhando pela Inglaterra, chegando nas semifinais com 6 gols cada, e se falamos em protagonistas, temos que colocar o coletivo da Espanha como um dos maiores deles.

E dentro dessa engrenagem coletiva espanhola, foi impossível não se encantar com a juventude que pede passagem e redefine o futuro do esporte. Esta Copa funcionou como um portal para uma nova era, revelando uma safra de jovens talentos que jogaram sem qualquer sinal de timidez diante da pressão colossal do torneio, provando que a idade é apenas um detalhe quando se tem genialidade nos pés. O maior símbolo dessa audácia atende pelo nome de Lamine Yamal.

Mas nem tudo são flores, a Copa de 2026 marcou, de forma definitiva, a “última dança” de gênios do esporte. Assistir aos últimos minutos de Luka Modric regendo o meio-campo da Croácia, ver a obstinação inabalável de Cristiano Ronaldo em sua despedida dos mundiais, ver a raça de Lionel Messi, que aos 39 anos segue sendo o protagonista e levando a seleção argentina adiante, e acompanhar o encerramento do ciclo de Neymar com a camisa da Seleção Brasileira trouxe um nó na garganta de qualquer apaixonado pelo esporte. Eles nos fizeram saborear cada minuto em campo, sabendo que estávamos testemunhando o fim dessa era, que nos fez se apaixonar pelo esporte. Foi a Copa do adeus aos gigantes, um encerramento poético para atletas que não apenas jogaram futebol, mas mudaram sua história, e de suas seleções para sempre.