A COPA O MUNDO QUE EU VI
Para 213 milhões de brasileiros (quem sabe? Sempre existem aqueles que torcem contra e se satisfazem com as amarguras da “Canarinho”), a Copa do Mundo de 2026 ficará marcada pela decepção da eliminação precoce do Brasil nas oitavas de final contra a Noruega – que, apesar de ter uma boa geração, convenhamos, não é o tipo de adversário que a seleção deveria se dar o direito de ser eliminada. Para mim, no entanto, será diferente. A Copa da América do Norte (isto é, o Mundial realizado nos Estados Unidos, México e Canadá) será recordada como a Copa em que pude assistir acompanhada pela minha família na sala de casa e com pessoas especiais em outras dependências.
As outras Copas do Mundo que me lembro – respectivamente, 2014 (nada mal para um primeiro Mundial, não é mesmo?), 2018 e 2022 – foram sozinhas no sofá de casa. Isso porque minha mãe, fugindo da regra básica que acompanha todo brasileiro, não gosta de futebol, e meu pai, que é um bom caminhoneiro, acompanhou a trajetória da camisa verde e amarela conhecendo os quatro cantos do país. Além disso, minha família (talvez uma das poucas neste país que não desenvolveu esse hábito. Me digam vocês) não tem o costume de se reunir para torcer (ou “destorcer”) para a “Canarinho”, e não cultivei amizades ao longo da vida que proporcionassem esse momento.
Em 2026, porém, foi diferente, e finalmente me adequei ao perfil da nacionalidade que carrego. Pude me reunir na casa do meu namorado para assistir a um jogo do Brasil com ele e seus amigos, e consegui ter meu pai e minha mãe ao meu lado no sofá da sala de casa, assistindo a um jogo do Brasil (no caso da minha mãe, “assistir” talvez não seja o melhor verbo, mas deixo aqui meu agradecimento ao seu esforço de ficar em frente a televisão acompanhando a partida).
Portanto, a Copa do Mundo de 2026 que eu vi passou por experiências e pessoas que ficarão guardadas na minha memória, prontas para serem reativadas e, quem sabe, revividas nos próximos Mundiais.