A COPA DO MUNDO QUE EU VI
Antes da Copa começar, eu sempre digo que, desta vez, vou assistir sem criar expectativas. Mas basta tocar o hino para acreditar que o hexa finalmente chegou. Futebol tem esse poder: faz a gente esquecer as decepções e sonhar de novo.
Eu vi uma Copa em que o Brasil reacendeu a esperança do torcedor, mas também a interrompeu cedo demais. A eliminação para a Noruega doeu porque parecia improvável. Logo depois do apito final, vieram os memes. Em poucos minutos, a tristeza virou piada, porque o brasileiro encontrou na internet um jeito de rir para suportar a frustração.
Também vi seleções que surpreenderam o mundo, como Cabo Verde, que mostrou que coragem pesa tanto quanto a tradição. Vi Cristiano Ronaldo em sua última dança em Copas, Ochoa salvando o México mais uma vez, Neymar tentando carregar o sonho brasileiro, Harry Kane perseguindo o título e Messi jogando com a tranquilidade de quem já escreveu seu nome na história.
No fim, percebi que a Copa nunca é só sobre quem levanta a taça. Ela é feita de esperança, despedidas, zebras, memes e emoções compartilhadas. E, mesmo depois da eliminação, eu sei que, na próxima Copa, vou acreditar outra vez. Afinal, torcer também é nunca aprender com o próprio sofrimento.