A COPA DO MUNDO QUE EU VI

A Copa do Mundo de 2026 que eu vi… durante muito tempo nem soube se realmente a veria. Em um cenário geopolítico marcado por guerras e tensões internacionais, até a realização do Mundial parecia incerta. Felizmente, a Copa aconteceu e, tenho certeza, que desfrutei ao máximo! É simplesmente incrível você estar em frente à televisão e perceber diferentes povos se unindo, torcendo e se rivalizando de maneira amistosa. Essa é uma qualidade quase que exclusiva de um Mundial.

Para mim, essa Copa foi bem sentimental. Foi a Copa de diversas despedidas, como a de Ochoa e vários outros jogadores os quais cresci assistindo. Pela primeira vez, tive a sensação de que também estou ficando velho, em um cenário de ascensão de uma nova geração de atletas mais novos do que eu, inclusive.

Algo bem legal desse Mundial foi a presença de mais equipes. Tive a oportunidade de acompanhar jogadores da Nova Zelândia que tantas vezes estiveram no meu time no Modo Carreira do FIFA 19, como o goleiro Max Crocombe e o lateral e volante Tim Payne. Me emocionei com Cabo Verde fazendo história na fase de grupos empatando com a Espanha e fazendo uma partidaça nos 16 avos contra a Argentina, levando o jogo para a prorrogação. Fiquei feliz com a garra equatoriana e o ótimo jogo de “Libertadores” do Paraguai, ambos os triunfos contra a Alemanha. 

Outro fator que merece ser destacado é Lionel Messi. Que privilégio ver você jogar futebol! Quanta genialidade com a bola nos pés! 

Por outro lado, também tive uns 3 dias seguidos de tristeza. Sofri com o passivo futebol brasileiro diante a eliminação para a Noruega. Faltou para o Brasil o que a Argentina teve de sobra: vontade e garra. Vi a despedida de Cristiano Ronaldo em que, anteriormente, achava que a sua última Copa seria em 2022. Depois disso, a eliminação da Colômbia. El último baile de jogadores como James, Quintero e Ospina, que eu os escalava tantas vezes no videogame.

Penso que a Copa de 2026 seja aquela que mais me marcou em toda a minha vida. Foi a minha primeira Copa no mundo do jornalismo… foi uma Copa com um olhar mais crítico mas, ao mesmo tempo, com grande emoção ao ter a oportunidade de participar das transmissões de jogos na Rádio Facom, além de acompanhar profundamente e escrever sobre as seleções do Panamá e da Turquia. E que azar teve o Panamá, mostrou competitividade diante de seleções superiores no papel e fica guardada na mente dos torcedores a ótima evolução em relação à Copa de 2018. Já a Turquia… decepcionou! Ficou em último lugar de seu grupo, assim como os centro-americanos, e foi pouco eficiente nas finalizações, apesar do alto potencial de uma nova geração. Lembro das participações no programa “NA Debate”, do projeto de comunicação esportiva “Nos Acréscimos”, vinculado à UFJF, em que achava que a Turquia iria surpreender… me enganei!

As transmissões na Rádio Facom foram muito marcantes. Gostaria de destacar, em especial, duas partidas nas quais estive presente: Portugal x Uzbequistão e Suíça x Colômbia. Aquele garoto que tinha 7 anos e via o James Rodríguez fazendo golaços na Copa de 2014 nunca imaginaria que 12 anos depois iria comentar, o que foi, sua despedida em Copas, principalmente da maneira que foi e com a Colômbia tendo sido considerada favorita naquela partida. No jogo de Portugal, a emoção foi igualmente gigantesca. Aquele mesmo garoto também nunca imaginaria que estaria participando em uma transmissão de rádio de uma partida de Cristiano Ronaldo, um dos maiores do mundo.

Assim, essa foi a Copa do Mundo de 2026 que eu vi. Senti muita emoção, com vários ótimos jogos e gols nos acréscimos. Analisei, estudei, mas também torci muito, seja com meu amigo no sofá, seja com a família na eliminação do Brasil, seja nas “fan fests” em Juiz de Fora. Agora, só me resta agradecer. Obrigado, Copa do Mundo! Obrigado, futebol!