A COPA DO MUNDO QUE EU VI
Mais maduro, menos apaixonado e mais crítico
Andrey Alves para FACOM News Esportes
Aos 19 anos, depois de escolher viver de futebol para o resto da minha vida, a minha percepção sobre o próprio esporte mudou drasticamente, e isso engloba a Copa do Mundo.
Esse foi o primeiro Mundial de Seleções que eu tratei não só como entretenimento, mas sim como trabalho, mesmo sem ser remunerado. O estudo e as análises dos jogos se sobressaíram diante da magia de apenas assistir os jogos.
Apesar disso, no meu caso, essa mudança foi positiva, visto que me ajudou a ganhar experiência e projetar a minha profissão no futuro, e eu pude perceber que realmente fiz a escolha certa, pois eu gostei muito de lidar dessa maneira com a Copa do Mundo.
Participar de transmissões, avaliar e analisar jogos e escrever sobre seleções mudaram o meu jeito de consumir o futebol. Porém, não foram só de alegrias a minha vivência nesta competição, principalmente no aspecto: Seleção Brasileira.
Infelizmente, acredito que não só eu, mas essa geração se desconectou um pouco com a Seleção, até porque, no meu caso, a minha primeira experiência torcendo pelo Brasil foi em 2014, quando aconteceu o fatídico 7 a 1. Mas não só isso que distância o público da seleção, a falta de identificação dos jogadores, que na modernidade migram para Europa ainda jovens, além do estilo de jogo do time, o técnico estrangeiro, todos esses aspectos influenciam negativamente nessa relação.
Em síntese, eu gostei muito do que vi, diversas zebras, o adeus de jogadores lendários, craques, surpresas, diversos momentos marcantes, viradas históricas e boas conversas. Na minha opinião foi uma ótima Copa, com prós e contras, assim como todas as outras, mas um torneio que eu vivi desde o início de uma forma única, e sempre lembrarei disso.