Vestia um terno, desligava o som da TV e ficava horas “transmitindo” partidas que só eu escutava.

Meu pai sempre foi flamenguista roxo, mas quando eu tinha seis anos acabei indo parar em outra direção: virei santista. Em 2011, vendo aquele time do Santos comandado pelo Neymar, descobri o tipo de paixão que não precisa de xplicação. Cada jogo era um brilho novo nos meus olhos, e ali nasceu meu amor pelo futebol. Outro momento marcante, foi a minha primeira Copa do Mundo, em 2014 no Brasil; lembro de assistir todos os jogos de casa, foi uma experiência fantástica, mas que infelizmente terminou de forma traumática pra seleção brasileira.

Comecei a acompanhar tudo: campeonatos, notícias, debates, mesas-redondas. Era como descobrir um mundo novo. Logo passei a brincar de narrar jogos. Vestia um terno, desligava o som da TV e ficava horas “transmitindo” partidas que só eu escutava.

E, de algum modo, aquilo se tornou tão sério quanto divertido. Com o tempo, percebi que aquela brincadeira tinha virado sonho, e o sonho virou caminho quando entrei para o jornalismo na faculdade. Hoje entendo que meu amor pelo esporte nasceu cedo, cresceu comigo e acabou sendo maior até do que o amor pelo meu próprio time. Porque, no fim, o futebol sempre foi a minha forma favorita de ver o mundo. Agora, a oportunidade de participar da disciplina Jornalismo Esportivo e do projeto de transmissão da Copa do Mundo de 2026 pela Rádio Facom é mais um incentivo para seguir em frente e reviver, quem sabe, aquele terno e gravata das inesquecíveis narrações.