Foi assim que o verde, branco e grená passaram a fazer parte de mim

Dizem que todo torcedor escolhe um time. A realidade é que nunca escolhi o Fluminense. Nasci em 2004 e meu pai já me vestia com a camisa tricolor no berço. Foi assim que o verde, branco e grená passaram a fazer parte de mim. As primeiras lembranças são de 2010. Veio a Copa da África do Sul, o álbum de figurinhas e o encanto por países, bandeiras e jogadores. Foi também o ano do tricampeonato brasileiro do Flu. Lembro do meu irmão escrevendo “time de guerreiros” em um cartaz para levar ao Maracanã.

Na infância, ia para a escolinha de futsal sempre com o uniforme tricolor completo. Vivi os títulos até 2012 e gritei o tetra do Brasileiro na varanda. Depois, vieram anos difíceis do clube. Foi ali que a ligação ficou ainda mais forte. Em 2016, Juiz de Fora me deu uma memória especial com o título da Primeira Liga e o Estádio Mário Helênio lotado. Mas nada, absolutamente nada, supera o 4 de novembro de 2023. Em casa, com meu irmão e meu pai, vi a Libertadores finalmente chegar. Meu irmão gravou nossa reação, em áudio, nos jogos da semifinal contra o Inter e na decisão com o Boca. Só descobri que estava gravado após o título. No Beira-Rio, com o time perdendo, insisti para confiar no John Kennedy e que o “Urso” mudaria o jogo. O resto é história. Está gravado.

O Mundial de 2025 também virou uma boa lembrança. A campanha até a semifinal foi histórica. Agora, a Copa do Mundo de 2026 me leva de volta ao pequeno Renan de 2010. Só que hoje, existe um sonho novo. Além de viver tudo isso como torcedor, quero contar cada lance e participar da transmissão da Copa pela Rádio Facom. Foi o Fluminense que me ensinou a amar o futebol, e agora é o jornalismo que me dá a chance de contar ao mundo por que esse esporte significa tanto.