Seleção do Egito
Por João Victor Zampier

História do País
O Egito é um dos países mais fascinantes para se estudar , sua relevância histórica e cultural se espalharam e são reconhecidas pelo mundo afora. Localizado no norte do continente africano, o país carrega uma herança milenar que remonta às primeiras grandes civilizações da humanidade, ao mesmo tempo em que se mantém como uma nação estratégica no mundo contemporâneo
A civilização egípcia antiga, que nasceu às margens do rio Nilo, é considerada uma das mais importantes da história mundial, sendo responsável por avanços significativos na arquitetura, na matemática e na organização social.Monumentos como as pirâmides e a Esfinge simboliza esse passado grandioso. Ao passar dos anos o território egipicio passou por algumas alterações físicas , tendo passado por denominações, como pelo povo árabe e pelo Império romano, diversas vezes e, mais recentemente, o controle britânico, até conquistar sua independência formal em 1922. Desde então, o país passou por diferentes transformações políticas, incluindo revoluções e mudanças de regime, como a Revolução de 1952, que instaurou a república.
Localização
Graficamente o Egito situado ao norte africano faz divisa com Sudão, Líbia, Israel e a Faixa de Gaza, além disso é banhado pelo mar mediterrâneo. Sua posição é estratégica, especialmente por abrigar o Canal de Suez, uma das rotas comerciais mais importantes do mundo, conectando a Europa à Ásia.
Forma de governo
O Egito é atualmente uma república presidencialista, com um sistema político marcado por forte centralização no Poder Executivo e, frequentemente, descrito como autoritário. O presidente, atualmente Abdel Fattah el-Sisi, é o chefe de Estado e de governo, com mandatos de seis anos após emendas constitucionais em 2019. Nas últimas décadas, o Egito passou por momentos de instabilidade política, especialmente durante a chamada Primavera Árabe, em 2011, quando protestos populares levaram à queda do então presidente Hosni Mubarak. Desde então, o país busca estabilidade sob um governo que mantém forte controle político.
Economia
A Economia é diversificada , mas com uma base central no turismo e no comércio de petróleo/gás. O turismo pode ser considerado a principal fonte de receita, impulsionado pelo interesse das pessoas em conhecer um pouco mais da sua rica história, além disso o Canal de Suez tem suma importância na economia egípcia e na sua fonte de renda devido a cobrança de taxas para navegação no mesmo. Apesar de todas essas vantagens , o país hoje enfrenta uma grande crise econômica , a desigualdade social e a taxa de desemprego aumenta a cada ano, impactando diretamente a qualidade de vida da população.
História da seleção
Entrando agora na parte do esporte a Seleção Egípcia vem para a sua quarta participação em copas do mundo , tendo participado em , 1934, 1990 e 2018 , não tendo conquistado grandes feitos em nenhuma, os “Faraós” como são conhecidos , detém o posto de maiores campeões da COPA AFRICANA DE NAÇÕES, sendo campeões 7 vezes do torneio e sendo disparadamente a maior campeã.
A seleção tem seus tradicionais uniformes vermelho, calção branco e meias pretas ( primeiro uniforme) e branco com calção preto e meias brancas. Costuma mandar os seus jogos no Estádio Internacional de Cairo , recebendo partidas amistosas e oficias , como toda a partidas disputadas com seu mando das eliminatórias para a Copa do Mundo
Os times da liga egípcia também tem grande importância para a seleção, uma liga que tem muita facilidade de exportar os seus talentos para o futebol Europeu, porém com o recém investimento em clubes nacionais , os times da liga conseguiram força para repatriar vários jogadores de qualidade. O Al Ahly , maior campeão da Champions League africana e também conhecido como time com mais títulos no mundo, hoje é a maior base da seleção , tendo na última convocação 9 jogadores chamados para defender o país em amistosos contra Arabia Saudita (4×0) e Espanha (0x0) . Outros times que também são base para a seleção são o Zamalek e o Pyramids , juntamente com o Al Ahly os três times somaram 17 jogadores na última convocação e são a anos considerados os três melhores times do país.
Como se classificaram
Os Faraós não passaram grande dificuldade para se classificar para a copa , com o número de seleções aumentadas para a copa de 2026 e com fracos adversários no seu caminho a seleção comandada pelo capitão Mohamed Salah não passou perigos em um grupo formado por: Burkina Fasso , Serra Leoa , Guiné-Bissau ,Etiópia e Djibuti. Jogando 10 partidas eles terminaram a campanha invictos com 8 vitórias e apenas 2 empates , contra Guiné-Bissau e Burkina Fasso , ambos fora de seus domínios. Grande destaque para a defesa que sofreu apenas 2 gols durante toda a competição e para o craque Mohamed Salah, autor de 9 dos 20 gols marcados pela seleção ao longo do caminho para a copa.
Técnico
Nascido em 1966, Hossam Hassan, técnico da seleção, é considerado um dos maiores nomes da história do futebol no país e da própria seleção. O camisa 9 disputou 380 jogos por clubes, marcando 181 gols, sendo mais de 100 deles apenas pelo Al Ahly, onde é considerado um dos grandes ídolos da história do clube, tendo conquistado 11 títulos de liga pela equipe. Na seleção, o jogador disputou a Copa do Mundo de 1990, caindo ainda na fase de grupos. Seus números pela seleção são 96 jogos, 36 gols e 6 assistências.
Após se aposentar aos longínquos 42 anos, o egípcio, em poucos meses, iniciou sua carreira como treinador no El-Masry, um clube de nível mais baixo na liga local. Ele teve algumas oportunidades em times de maior relevância, como o Zamalek e o Pyramids, até que, em 2024, ganhou a chance de treinar a seleção nacional. Mesmo não tendo tanto destaque como técnico quanto teve como jogador, ele é muito respeitado pela liderança e pela sua história no futebol.
Jogadores para se destacar
A seleção egípcia conta com alguns nomes de destaque, o principal deles, sem dúvida, é Mohamed Salah, amplamente reconhecido como o maior jogador da história do país e que vem para a sua segunda tentativa de levar a glória em uma copa do mundo. Apesar de uma temporada de baixa no Liverpool, tendo anunciado recentemente a saída do clube no final da atual temporada , o capitão da seleção vem para a sua provável última participação no mundial com sede para levar sua seleção o mais longe possível , sendo bem provável que passem da fase de grupos por conta do nível baixo de seus rivais.
Ao lado dele, outros jogadores vêm ganhando espaço e contribuindo para a renovação da seleção. Um desses nomes é Omar Marmoush, atacante versátil que atua no futebol Manchester City, o jogador também está enfrentando dificuldades para conquistar um lugar no time do espanhol Pep Guardiola , mas sempre que entra em campo faz boas atuações, outro bom ponto do jogador e sua versatilidade, atuando não só como o atacante mais centralizado como também nas duas pontas
Para finalizar, dois nomes do futebol local aparecem como grandes promessas da seleção egípcia para esta participação na Copa: Emam Ashour, meia-armador, e Mahmoud Trézéguet, ponta esquerda. Ambos são peças fundamentais do Al Ahly e da seleção. Ashour é o principal jogador criativo da equipe, estando quase sempre com a bola nos pés. Apesar de não apresentar números impressionantes, é um bom meio-campista, responsável pela organização ofensiva do time. No entanto, a falta de fôlego no segundo tempo aparece como um de seus pontos negativos. Já Mahmoud Trézéguet vive grande fase, sendo atualmente o artilheiro da liga egípcia, com 9 gols em 18 jogos, além de apresentar uma média elevada de 5,7 chutes por partida. O jogador chega para a sua segunda Copa do Mundo em melhor momento e mais bem acompanhado em relação à sua primeira participação.
Referências