Seleção da Costa do Marfim

Por Matheus Layer

A Costa do Marfim, oficialmente República da Costa do Marfim, está localizada na África Ocidental, fazendo fronteira com países como Gana, Libéria e Mali, além de ser banhada pelo Oceano Atlântico. A capital oficial e política da Costa do Marfim é Yamussucro(Yamoussoukro), cidade designada como capital desde 1983. No entanto, Abijã (Abidjan) permanece como a maior cidade, capital econômica e sede de fato do governo e embaixadas. O país colonizado pela França, conquistou sua independência em 1960, e desde então, passou por períodos de estabilidade e também crises políticas. Atualmente, adota um regime presidencialista, com o poder concentrado no chefe de estado e de governo.

A economia marfinense é uma das mais relevantes da região, com destaque para a produção agrícola, especialmente de cacau, produto que o país figura entre os maiores produtores do mundo. Nos últimos anos, também tem apresentado crescimento no setor de mineração.

No futebol, a seleção nacional é conhecida como “Elefantes” sendo uma das mais tradicionais da África. Filiada à Confederação Africana de Futebol, a Costa do Marfim ganhou projeção internacional principalmente a partir dos anos 2000, quando revelou uma geração talentosa liderada por nomes como Didier Drogba e Yaya Touré. O país conquistou a Copa Africana de Nações em 1992 e 2015, consolidando seu protagonismo no continente.

O comando técnico da seleção está nas mãos de Emerse Faé, ex-jogador marfinense, que assumiu o cargo após passagem pela comissão técnica e ganhou destaque ao conduzir a equipe em competições recentes. Sua chegada representa uma aposta na continuidade e no conhecimento interno do elenco. A equipe costuma jogar em um 4-3-3 clássico, porém a depender do adversário, pode variar para um 4-4-2, reforçando a marcação no setor de meio campo.

Dentro de campo, a liderança é exercida pelo capitão Serge Aurier, jogador experiente com passagens por Tottenham e PSG. Entre os principais destaques da equipe estão nomes como Sebastian Haller do Utrecht, referência no ataque, e Franck Kessié do Al-Ahli, peça chave no meio-campo

Para a Copa do Mundo de 2026, a Costa do Marfim garantiu sua classificação por meio das eliminatórias africanas, liderando seu grupo que tinha Gabão, Gâmbia, Quênia, Burundi e Seicheles. A equipe chega ao torneio buscando superar a barreira de nunca ter chegado ao mata-mata. 

A seleção marfinense, chega ao cenário internacional com uma combinação de tradição e renovação já que a equipe conta com 4 jogadores naturalizados, sendo eles Martial Godo do Strasbourg, Elye Wahi do Nice, Kader Meitë do AL-Hilal e Yoan Bonny da Internazionale. Ao mesmo tempo em que carrega o legado de grandes gerações do passado, aposta em novos talentos para se manter competitiva. O futebol segue sendo um dos principais elementos de identidade nacional, mobilizando torcedores e projetando o país no cenário global.

A última convocação feita por Emerse Faé continha os seguinte jogadores:

Alban Lafont (Panathinaikos)

Yahia Fofana (Çaykur Rizespor)

Mohamed Koné (RC Sporting Charleroi)

Evan Ndicka (AS Roma)

Ghislain Konan (Gil Vicente)

Odilon Kossounou (Atalanta)

Wilfred Singo (Galatasaray)

Emmanuel Agbadou (Besiktas)

Ousmane Diomande (Sporting CP)

Clement Akpa (Auxerre)

Guela Doué (RC Strasbourg)

Seko Fofana (FC Porto)

Jean Michaël Seri (NK Maribor)

Franck Kessié (Al-Ahli)

Ibrahim Sangaré (Nottingham Forest)

Parfait Guiagon (RC Sporting Charleroi)

Christ Inao OulaÏ (Trabzonspor)

Nicolas Pépé (Villareal)

Amad Diallo (Manchester United)

Evann Guessand (Crystal Palace)

Elye Wahi (Nice)

Simon Adingra (AS Monaco)

Bénie Traoré (FC Basel)

Yan Diomande (RB Leipzig)

Martial Godo (RC Strasbourg)

Bazazoumana Touré (TSG Hoffenheim)

Referências:

Fifa, Transfermarkt, ESPN, OGol, Mundo Educação