“Vamos al Mundial, vamos al Mundial, vamos al Mundial”! Esse é o narrador panamenho. Estamos em Outubro de 2017 e Román Torres está classificando o Panamá para a Copa do Mundo de 2018, com o gol heroico da classificação aos 88 minutos de jogo contra a Costa Rica. Ruas lotadas, estádio em festa e feriado nacional para comemorar esse belo feito.  

Aquilo que é normal para alguns, para outros é motivo de alegria. Assim, é notória a diferença de expectativas entre os torcedores. Sou brasileiro, se meu país não ficar em primeiro ou segundo lugar nas Eliminatórias, já é motivo de vergonha. E com razão. Imagina então comemorar por uma simples classificação para uma Copa do Mundo? Que bobagem! Acesso ao Mundial é algo que sempre acontece com a gente. Pra quê comemorar? 

Pois, tal realidade não acontece para todos, como a seleção panamenha. Um país de não muitos habitantes, a população vive uma realidade distinta. Ir para a Copa do Mundo é algo surreal, extraordinário! Isso que aconteceu em 2018! Primeira classificação para uma Copa do Mundo…e de um jeito “inolvidable”. Comemora, torcedor! E vocês todos têm razão! Não é bobagem nenhuma comemorar a vaga para a tão sonhada competição! Um grito que se esperou por anos e que, com toda certeza, todos os habitantes ficaram orgulhosos dessa equipe! 

E que Copa foi a de 2018, hein?! O que vou dizer para o pessoal da Islândia? Que é algo atoa classificar em uma eliminatória europeia tão disputada como é e possuindo menos de 400.000 habitantes? O que eles fizeram foi histórico e não é diferente do que aconteceu com o Panamá! Não é fácil classificar em eliminatórias quando se tem México e Estados Unidos como adversários sendo que estou num país de menor expressão! 

Uma coisa é certa: seria completamente ignorante da minha parte se eu desconsiderasse tal feito e tudo aquilo que uma “simples” classificação pudesse significar para um país inteiro. Sí, Panamá, vamos al Mundial!