Gana

Bandeira do país

Escudo da Seleção de Gana
Por: Rafaela Tempesta
Localizado na África Ocidental, Gana faz fronteira com Costa do Marfim, Burkina Faso e Togo, além de ser banhado pelo Golfo da Guiné. O país foi a primeira nação da África Subsaariana a conquistar a independência do domínio colonial britânico, em 1957, tornando-se um símbolo político importante no continente.
O sistema de governo é uma república presidencialista democrática, com eleições regulares e relativa estabilidade institucional em comparação a outros países da região. Essa estabilidade contribuiu para o crescimento econômico nas últimas décadas.
A economia ganesa é diversificada, com destaque para a produção e exportação de ouro, cacau e petróleo. Gana está entre os maiores produtores de ouro da África e também é um dos principais exportadores mundiais de cacau, base importante para sua economia.
História da seleção
A história da seleção de Gana no futebol é uma das mais ricas e simbólicas do continente africano, marcada por protagonismo precoce e impacto internacional. Conhecida como “Black Stars”, em referência à estrela negra presente na bandeira nacional, símbolo do pan-africanismo, a equipe rapidamente se consolidou como uma potência regional após a independência do país, em 1957.
Logo nos primeiros anos, Gana conquistou a Copa Africana de Nações em 1963 e 1965, sendo liderada por nomes históricos como Abedi Pelé e outros pioneiros que ajudaram a construir a identidade do futebol ganês. Novos títulos vieram em 1978 e 1982, consolidando o país como uma das seleções mais vitoriosas da África.
No cenário mundial, Gana ganhou destaque especialmente no século XXI. A equipe estreou em Copas do Mundo em 2006 e teve sua melhor campanha na Copa do Mundo FIFA de 2010, quando chegou às quartas de final. A eliminação para o Uruguai ficou marcada como um dos momentos mais dramáticos das Copas, após um pênalti perdido por Asamoah Gyan nos acréscimos e a posterior derrota nos pênaltis.
Desde então, Gana tem presença frequente em grandes competições, participando também das Copas de 2014 e 2022, embora sem repetir o desempenho de 2010. Ainda assim, a seleção mantém forte tradição e relevância no futebol africano.
Eliminatórias:
Inserida em um grupo disputado, com Mali, Madagascar e Comores, a seleção alternou bons resultados em casa com atuações irregulares fora, mas conseguiu se manter na briga pela primeira posição graças ao desempenho decisivo de jogadores como Mohammed Kudus e Jordan Ayew.
Convocação (provisória)
Técnico: Carlos Queiroz – Faltando 70 dias para a Copa do Mundo, Queiroz assumiu o comando da Seleção, no lugar de Otto Ado. A decisão veio depois de uma sequência de amistosos ruins, especialmente derrotas pesadas para Áustria e Alemanha, e de críticas sobre a falta de identidade tática da seleção. A federação ganesa aposta na experiência do português, que já comandou algumas seleções como Portugal (2010), Colômbia (2019-2020) e Irã (2022) e o Real Madrid (2003-2004).
Capitão: Jordan Ayew -Nascido na França, Ayew estreou pela seleção principal de Gana em 2010 e, desde então, acumula mais de 100 partidas pela seleção. Ele jogou pela seleção nacional em duas Copas do Mundo da FIFA (2014 e 2022), bem como em seis Copas Africanas de Nações (2012, 2015, 2017, 2019, 2021 e 2023), ajudando a equipe a terminar como vice-campeã em 2015. Ayew é filho do ex-capitão da seleção ganesa de futebol, Abedi Pelé, e irmão dos jogadores André e Ibrahim Ayew.
Goleiros:
- Richard Ofori (AmaZulu)
- Lawrence Ati-Zigi (St. Gallen)
Defensores:
- Mohammed Salisu (Monaco)
- Alexander Djiku (Spartak Moscow)
- Daniel Amartey (Beşiktaş)
- Tariq Lamptey (Fiorentina)
Meio-campistas:
- Thomas Partey (Vilarreal)
- Mohammed Kudus (Tottenham)
- Salis Abdul Samed (Lens)
Atacantes:
- Jordan Ayew (Leicester City)- segundo maior artilheiro da história de Gana
- André Ayew (NAC Breda)
- Inaki Williams (Athletic Bilbao)
Refrerências: