Seleção dos Estados Unidos
Por Felipe Guaraldo

Bandeira dos Estados Unidos
História do país:
Antes da colonização europeia, o território que hoje é os Estados Unidos era habitado por centenas de nações indígenas. Nos séculos XVI (16) e XVII (17), ingleses, franceses, espanhóis e holandeses disputaram o controle da região. Os britânicos consolidaram as Treze Colônias na costa atlântica.
Em 1619, chegaram os primeiros escravos africanos ao país. As tensões com a Coroa Britânica aumentaram com o passar das décadas, até que em 4 de julho de 1776, as colônias assinaram a Declaração de Independência. Em 1788, a Constituição substituiu os Artigos da Confederação, estruturando o novo governo.
No século XIX (19), o governo americano expandiu o território para o oeste por meio de guerras contra as populações indígenas. As tensões entre estados escravistas e abolicionistas levaram à Guerra Civil (1861–1865). Abraham Lincoln foi eleito presidente em 1860, e sete estados escravistas declararam secessão antes mesmo de ele tomar posse. A União venceu e a escravidão foi formalmente abolida, mas a segregação racial continuou vigente por mais um século.
Quando começou a Primeira Guerra Mundial, os EUA se mantiveram neutros, mas em 1917 uniram-se aos Aliados, contribuindo para a derrota das Potências Centrais. Em 1929, teve início a Grande Depressão ou Crise de 29, causada pelo aumento da dívida e por um mercado financeiro inflacionado.
Na Segunda Guerra Mundial, os EUA também foram inicialmente neutros. Após o ataque japonês a Pearl Harbor, em dezembro de 1941, entraram no conflito ao lado dos Aliados. Em agosto de 1945, lançaram bombas atômicas sobre Hiroshima e Nagasaki, forçando a rendição japonesa e encerrando a guerra.
Com o fim do conflito, os EUA e a União Soviética emergiram como as duas superpotências globais, dando início à Guerra Fria. Foram décadas de disputa ideológica, corrida armamentista e conflitos indiretos pelo mundo. Entre 1958 e 1975, os EUA participaram da Guerra do Vietnã e a perderam. Internamente, o período foi marcado pelo Movimento pelos Direitos Civis, que pressionou o fim legal da segregação racial.
Com o fim da URSS, os EUA tornaram-se a única superpotência global. Em 1991, participaram da Guerra do Golfo. O 11 de Setembro, em 2001, redirecionou a política externa americana para o combate ao terrorismo, com guerras no Afeganistão e no Iraque. Em 2026, os EUA se envolveram na guerra no Irã, conflito que segue em andamento e é descrito como a maior perturbação no fornecimento global de energia desde a crise dos anos 1970. Hoje, o país enfrenta polarização política crescente e uma disputa hegemônica com a China, mas ainda continua sendo a grande potência global.
Localização:
Os Estados Unidos se situam na América do Norte. Sua maior parte faz fronteira com o Canadá e com o México. O estado do Alasca também se encontra com a Rússia. O país ainda possui diversos outros territórios no Caribe e no Oceano Pacífico, pelo qual é banhado, junto com o Atlântico.
População:
348.811.746 habitantes (2026)
Regime de Governo:
Os Estados Unidos são uma república federal presidencialista, com um sistema constitucional de separação de poderes em três ramos: Executivo (presidente), Legislativo (Congresso) e Judiciário (Suprema Corte). É uma democracia constitucional com bipartidarismo consolidado entre Democratas e Republicanos.
Economia:
A economia norte-americana é a maior do mundo, com um PIB que equivale a 26.1% do PIB mundial. Tem como pilares o setor de serviços, a indústria de tecnologia, o sistema financeiro e o agronegócio. Além disso, o dólar é a moeda de reserva global, o que dá ao país uma influência econômica gigantesca. Suas duas principais bolsas de valores, a NYSE e a Nasdaq, são as maiores do planeta e servem como termômetro da economia global.
A Seleção Norte-Americana

História da seleção:
A seleção norte-americana não possui grande tradição no futebol. Apesar disso, participou da primeira Copa do Mundo da história, em 1930, onde alcançou sua melhor colocação em todos os tempos: as semifinais. Com 12 participações em mundiais, os Estados Unidos não possuem nenhum título.
Em 1950, os EUA conquistaram a maior vitória de sua história. 1 a 0 sobre a poderosa Inglaterra, no Estádio Independência, em Belo Horizonte. Um time cheio de jogadores semi-profissionais conseguiu bater uma equipe repleta de estrelas. Um feito heróico e uma das maiores zebras já vistas no futebol.
Os Estados Unidos só voltaram a uma Copa do Mundo 50 anos depois, em 1990. Na ocasião, perderam os três jogos iniciais e foram eliminados na fase de grupos. Em 1994, sediaram o torneio e conseguiram chegar ao mata-mata pela primeira vez desde 1930. Nas oitavas de final, foram eliminados para o Brasil por 1 a 0.
Desde a volta em 1990, a seleção norte-americana esteve presente em todas as edições de Copa, chegando a 9 participações seguidas. Em 2022, pararam nas oitavas ao serem derrotados pela Holanda.
A artilharia da seleção é dividida entre Landon Donovan e Clint Dempsey, ambos com 57 gols. Em Copas do Mundo, Donovan leva vantagem e é o maior marcador com 5 gols. O jogador também é o recordista de partidas, com 157 jogos, sendo 12 em Copas.
Estatísticas em Copas do Mundo:
- Confederação: Concacaf
- Melhor Copa do Mundo: 1930 (semifinais)
- Última Copa do Mundo: Catar 2022 (oitavas de final)
- Primeira Copa do Mundo: Uruguai 1930
- Participações: 12 (1930, 1934, 1950, 1990, 1994, 1998, 2002, 2006, 2010, 2014, 2022, 2026)
- Histórico na Copa do Mundo: 37 J, 9 V, 8 E, 20 D, 40 GP, 66 GC
J Jogos | V = Vitórias | E = Empates | D = Derrotas | GP = Gols marcados | GC = Gols sofridos
Como se classificou:
Os Estados Unidos se classificaram para a Copa do Mundo sem passar por nenhuma eliminatória, já que são um dos países sedes.
Calendário na primeira fase da Copa de 2026:
Estados Unidos x Paraguai – 12 junho – Los Angeles, nos EUA – 18h00 no horário local – 22h00 em Brasília
Estados Unidos x Austrália – 19 de junho – Seattle, nos EUA – 12h00 no horário local – 16h00 em Brasília
Turquia x Estados Unidos – 25 de junho – Los Angeles, nos EUA – 19h00 no horário local – 23h00 em Brasília
Técnico:
Mauricio Pochettino
Local de nascimento: Murphy, Argentina
Idade: 54 anos (2 de março de 1972)
Carreira como jogador: Pochettino foi zagueiro e atuou por cerca de 18 anos. Começou sua carreira no Newell’s Old Boys, da Argentina, mas foi no Espanyol, da Espanha, que se consagrou e se tornou ídolo. Também jogou na França, por PSG e Bordeaux. Esteve presente na Copa de 2002, sendo o jogador responsável por cometer o pênalti que eliminou a Argentina contra a Inglaterra.
Carreira como técnico: Maurício Pochettino começou sua trajetória como treinador, em 2009, no clube em que sempre foi amado: o Espanyol. Em 2013, assumiu o comando do Southampton, da Inglaterra. Um ano depois, iniciou o melhor trabalho de sua carreira, no Tottenham Hotspur, também da Terra da Rainha. Foram 6 anos à frente do clube de Londres, onde elevou o patamar da equipe e chegou a uma final de Liga dos Campeões, na temporada 2018-2019. Acabou demitido meses depois e só voltou a trabalhar em 2021, quando foi anunciado no PSG. Nos seus dois anos na França, foi duramente criticado, mas saiu com um Campeonato Francês, uma Supercopa da França e uma Copa da França. Seu último trabalho em clubes foi no Chelsea, onde só ficou por uma temporada.
Pochettino assumiu o comando da seleção dos EUA em novembro de 2024 e acumula 24 jogos, com 14 vitórias, um empate e 9 derrotas. Seu contrato vai até o fim da Copa e não se sabe se haverá renovação.
Esquema tático preferido:
3-4-4 ou 4-3-3
Capitão:
Tim Ream
O experiente zagueiro de 38 anos vai para sua segunda Copa do Mundo, após ter jogado a edição de 2022. O americano iniciou sua carreira no New York Red Bulls, dos EUA. Seu auge aconteceu na Inglaterra, onde jogou por mais de 10 anos e teve passagem por Bolton Wanderers e Fulham. Em 2024, voltou para os Estados Unidos e assinou com o Charlotte FC, seu clube atual. Pela seleção, Ream foi bicampeão da Liga das Nações da CONCACAF, em 19/20 e 23/24.
Convocados: (ainda não divulgados – até 28/04/2026)
Destaques: –
Fontes:
Brasil Escola, Fifa.com, FutBox, Transfermarkt