História:
A Anatólia, península que constitui cerca de 95% do
território da Turquia atual, foi um berço de grandes
civilizações desde 15.000 a.C., em que pode – se destacar
os persas, gregos e o Império Romano/Bizantino.
Constantinopla (atual Istambul) foi um centro crucial nessa
região de trânsito entre continente europeu e asiático.
Com os bizantinos controlando o território durante a
Idade Média, que eram uma continuação do Império Romano, há
a tomada da capital pelo Império Otomano, superpotência
islâmica, no ano de 1453. Após séculos de declínio e a
derrota na Primeira Guerra Mundial, o Império Otomano foi
dissolvido. Atatürk liderou a Guerra de Independência e
proclamou a República da Turquia em 29 de outubro de 1923,
estabelecendo Ancara como capital. Ademais, empreendeu
reformas progressivas radicais, que modernizaram a Turquia
em uma nação secular (separação entre instituições
governamentais e religiosas) e industrializada.
Localização:
A Turquia é um país transcontinental localizado entre
o sudeste da Europa e o sudoeste da Ásia. A maior parte do
território (cerca de 97%) fica na Ásia, na região da
Anatólia, enquanto uma pequena parte (3%) situa-se na
Europa. O país é separado pelo estreito de Bósforo, que
separa a cidade de Istambul e, consequentemente, a porção
europeia da asiática.
Regime de governo:
A Turquia é uma república presidencialista, com um
sistema multipartidário, onde o Presidente da República
atua como chefe de Estado e de governo. Em 2018, a Turquia
aboliu o cargo de primeiro-ministro. Embora formalmente
haja a separação dos 3 poderes, críticos apontam que, na
prática, há uma alta concentração de poderes nas mãos do
presidente Recep Tayyip Erdoğan, o que tem levantado
preocupações sobre o fortalecimento do autoritarismo.
Economia:
16ª maior do mundo com um PIB de US$ 1,57 trilhão, é
um mercado emergente baseado em fortes setores de serviços
e indústria (automotiva, têxtil, eletrônica).
História da seleção:
Após período de repressão aos turcos no começo do
século XX, os quais eram proibidos de jogar futebol, a
Federação Turca foi criada em 1923, sendo o primeiro jogo
da seleção em um empate contra a Romênia.
A Turquia havia se classificado para a Copa de 1950,
mas teve que abrir mão da vaga devido a fatores
financeiros, em um contexto de pós-guerra. Sua primeira
Copa foi no ano de 1954, em que foi eliminada no grupo da
Alemanha Ocidental e Hungria, equipes finalistas daquela
edição. O mais curioso é que, nas Eliminatórias, empatou em
todos os critérios com a Espanha e a vaga para a competição
foi decidida por sorteio.
Tendo no Galatasaray dos anos 90/00 a base de sua
maior geração, a seleção teve seu auge ao conquistar o
terceiro lugar na sua segunda participação em Copas, no ano
de 2002, em que perdeu para o Brasil nas semifinais. A
equipe também alcançou as semifinais da Copa das
Confederações, no ano seguinte, e da Eurocopa em 2008.
Como a Turquia chega para a Copa de 2026?
Nas Eliminatórias da Europa, a Turquia ficou em
segundo lugar do grupo E, com 6 jogos, 4 vitórias, 1 empate
e 1 derrota. Assim, precisou ter que enfrentar a
repescagem.
Durante a repescagem, venceu a Romênia por 1 a 0.
Entretanto, ainda precisava eliminar o vencedor entre
Kosovo e Eslováquia para classificar para a Copa. Dessa
forma, a Turquia venceu Kosovo e carimbou a vaga para a
Copa do Mundo de 2026.
Treinador:
O técnico da seleção turca é o italiano Vincenzo
Montella.
Atacante quando era jogador, de 1990 a 2009. Sua
carreira foi construída em clubes italianos, sendo a Roma
sua mais marcante passagem com 118 gols em 267 jogos, em
que chegou a conquistar o campeonato italiano e a Copa da
Itália.
Iniciou sua carreira de técnico em 2011 e venceu a
Supercopa da Itália pelo Milan em 2016. Desde 2023, comanda
a Turquia. Adota na seleção, principalmente, o esquema 4-2-
3-1.
Capitão:
A braçadeira está sob os braços do meiocampista Hakan
Çalhanoğlu, de 32 anos, que joga pela Inter de Milão, da
Itália. Atua pela seleção principal desde 2013 e é o
terceiro jogador com mais atuações pela Turquia,
ultrapassando os 100 jogos.
Convocados:
Destaques:
Fontes: Fronteiras Invisíveis do Futebol, Imortais do
Futebol e Sofascore