Seleção da Turquia

Por Eduardo Moreno

História do país:

A Anatólia, península que constitui cerca de 95% do território da Turquia atual, foi um berço de grandes civilizações desde 15.000 a.C., em que pode – se destacar os persas, gregos e o Império Romano/Bizantino. Constantinopla (atual Istambul) foi um centro crucial nessa região de trânsito entre o continente europeu e asiático.

Com os bizantinos controlando o território durante a Idade Média, em uma continuação do Império Romano, há a tomada da capital pelo Império Otomano, superpotência islâmica, no ano de 1453. Após séculos de declínio e a derrota na Primeira Guerra Mundial, o Império Otomano foi dissolvido. Atatürk liderou a Guerra de Independência e proclamou a República da Turquia em 29 de outubro de 1923, estabelecendo Ancara como capital. Ademais, empreendeu
reformas progressivas radicais, que modernizaram a Turquia em uma nação secular (separação entre instituições governamentais e religiosas) e industrializada.

Localização:

A Turquia é um país transcontinental localizado entre o sudeste da Europa e o sudoeste da Ásia. A maior parte do território (cerca de 97%) fica na Ásia, na região da Anatólia, enquanto uma pequena parte (3%) situa-se na Europa. O país é separado pelo estreito de Bósforo, que separa a cidade de Istambul e, consequentemente, a porção europeia da asiática.

Regime de governo:

A Turquia é uma república presidencialista, com um sistema multipartidário, onde o Presidente da República atua como chefe de Estado e de governo. Em 2018, a Turquia aboliu o cargo de primeiro-ministro. Embora formalmente haja a separação dos 3 poderes, críticos apontam que, na prática, há uma alta concentração de poderes nas mãos do presidente Recep Tayyip Erdoğan, o que tem levantado preocupações sobre o fortalecimento do autoritarismo.

Economia:

16ª maior do mundo com um PIB de US$ 1,57 trilhão, é um mercado emergente baseado em fortes setores de serviços e indústria (automotiva, têxtil, eletrônica).

História da seleção:

Após período de repressão aos turcos no começo do século XX, os quais eram proibidos de jogar futebol, a Federação Turca foi criada em 1923, sendo o primeiro jogo da seleção em um empate contra a Romênia.

A Turquia havia se classificado para a Copa de 1950, mas teve que abrir mão da vaga devido a fatores financeiros, em um contexto de pós-guerra. Sua primeira Copa foi no ano de 1954, em que foi eliminada no grupo da Alemanha Ocidental e Hungria, equipes finalistas daquela edição. O mais curioso é que, nas Eliminatórias, empatou em todos os critérios com a Espanha e a vaga para a competição foi decidida por sorteio.

Tendo no Galatasaray dos anos 90/00 a base de sua maior geração, a seleção teve seu auge ao conquistar o terceiro lugar na sua segunda participação em Copas, no ano de 2002, em que perdeu para o Brasil nas semifinais. A equipe também alcançou as semifinais da Copa das Confederações, no ano seguinte, e da Eurocopa em 2008.

Como a Turquia chega para a Copa de 2026?

Nas Eliminatórias da Europa, a Turquia ficou em segundo lugar do grupo E, com 6 jogos, 4 vitórias, 1 empate e 1 derrota. Assim, precisou ter que enfrentar a repescagem.

Durante a repescagem, venceu a Romênia por 1 a 0. Entretanto, ainda precisava eliminar o vencedor entre Kosovo e Eslováquia para classificar para a Copa. Dessa forma, a Turquia venceu Kosovo e carimbou a vaga para a Copa do Mundo de 2026.

Treinador:

O técnico da seleção turca é o italiano Vincenzo Montella.

Atacante quando era jogador, de 1990 a 2009. Sua carreira foi construída em clubes italianos, sendo a Roma sua mais marcante passagem com 118 gols em 267 jogos, em que chegou a conquistar o campeonato italiano e a Copa da Itália.

Iniciou sua carreira de técnico em 2011 e venceu a Supercopa da Itália pelo Milan em 2016. Desde 2023, comanda a Turquia. Adota na seleção, principalmente, o esquema 4-2-3-1.

Capitão:

A braçadeira está sob os braços do meio-campista Hakan Çalhanoğlu, de 32 anos, que joga pela Inter de Milão, da Itália. Atua pela seleção principal desde 2013 e é o terceiro jogador com mais atuações pela Turquia, ultrapassando os 100 jogos.

Convocados:

A seleção turca, comandada pelo treinador italiano Vincenzo Montella (Vintchênzo Montéla), anunciou a lista dos 26 convocados no dia 02 de junho, sendo a última equipe a divulgar a lista definitiva.

GOLEIROS
Altay Bayındır (Manchester United/ENG) → Altai Baindâr
Mert Günok (Fenerbahce/TUR) → Mért Gúnok
Uğurcan Çakır (Galatasaray/TUR) → Uurjan Tchakâr

DEFENSORES
Zeki Çelik – LD (Roma/ITA) → Zéki Tchélik
Mert Müldür – LD (Fenerbahce/TUR) → Mért Müldür
Ozan Kabak – ZAG (Hoffenheim/GER) → Ozán Kabák
Merih Demiral – ZAG (Al-Ahli/KSA) → Meríh Demiral
Çağlar Söyüncü – ZAG(Fenerbahce/TUR)→ Tchálar Sôiundju
Samet Akaydın – ZAG (Çaykur Rizespor) → Samét Akaidân
Abdulkerim Bardakcı- ZAG(Galatasaray/TUR)→Abdulkerím Bardakdjí
Ferdi Kadıoğlu – LE (Brighton/ENG) → Férdi Kadíolu
Eren Elmalı – LE(Galatasaray/TUR) → Éren Elmáli

MEIO-CAMPISTAS
Kaan Ayhan – VOL (Galatasaray/TUR) → Kaán Aihan
Salih Özcan – VOL (Borussia Dortmund/GER) → Salíh Ôzcan
Hakan Çalhanoğlu- MC (Internazionale/ITA)→ Hakan Tchalhanólu
Orkun Kökçü – MC (Besiktas/TUR) → Orkun Kôktchü
İsmail Yüksek – MC (Fenerbahce/TUR) → Ismaíl Iúksek

ATACANTES
Arda Güler – MAT (Real Madrid/ESP) → Arda Güler
Can Uzun – MAT (Eintracht Frankfurt/GER) → Djan Uzun
Barış Alper Yılmaz- PONTA(Galatasaray/TUR)→Barâsh Alper Iilmáz
Yunus Akgün – PD (Galatasaray/TUR) → Iunus Akgün
Oğuz Aydın – PD (Fenerbahce/TUR) → Ouuz Aidân
İrfan Kahveci – PD (Kasımpaşa/TUR) → Irfan Kahvedji
Deniz Gül – ATA (Porto/PORT) → Deniz Gül
Kerem Aktürkoğlu – ATA (Fenerbahce/TUR) → Kerem Aktürkólu
Kenan Yıldız – PE (Juventus/ITA) → Kenan Iildâz

E um detalhe importante: o atacante Can Uzun não se lê “Can” de “lata”. Em turco, Can é pronunciado aproximadamente Djan. Esse é um dos erros mais comuns em transmissões brasileiras.

Destaques:

Hakan Çalhanoğlu: Dono da braçadeira, cérebro da equipe e especialista em bolas paradas, o meia da Inter de Milão é a principal referência dessa seleção, sendo o jogador de linha que veste o manto vermelho por mais tempo;

Arda Güler: O meia-atacante canhoto de 21 anos do Real Madrid, considerado Jogador Revelação da Champions League 2025/26, costuma cair pelo lado direito do ataque com ótimos dribles e técnica apurada;

Kenan Yıldız: O ponta da Juventus, que viveu nessa última temporada a fase mais artilheira da sua carreira até agora, o jovem, que também tem 21 anos, é outro nome promissor dessa nova “safra” que está surgindo na seleção turca.

Fontes: Fronteiras Invisíveis do Futebol, Imortais do Futebol, FIFA, Sofascore, Federação Turca de Futebol e Goal