História:
O Panamá, em seu período pré – colombiano, era
habitado por povos indígenas, como os chibchan, chocó e
cueva. Já a partir do século XVI, com o domínio espanhol, a
região tornou-se um corredor comercial para transportar
ouro do Peru para a Espanha, em que a Cidade do Panamá foi
fundada e consolidada como centro logístico.
Em 1821, o país declara independente da Espanha, em um
processo pacífico, e entrega El Acta de Independencia de
Panamá para Simón Bolívar, assim, se juntando à República
da Gran Colômbia. Devido a tensões políticas e à rejeição
colombiana do tratado para a construção do Canal do Panamá,
eles se separam no dia 3 de novembro de 1903, com suporte
norte-americano. Logo após, assinou o tratado Hay-Bunau-
Varilla, cedendo a zona do canal aos EUA.
O Canal do Panamá teve início às construções no final
do século XIX, liderado pelos franceses. Entretanto, houve
um certo fracasso por parte deles, assim, os EUA assumiram
o controle após a independência do Panamá. Dessa maneira, a
inauguração aconteceu em 1914 em um contexto o qual os
Estados Unidos estavam implementando a política do Big
Stick, baseada em intervenções na América Latina, incluindo
no Canal do Panamá. Após décadas de protestos, os Tratados
Torrijos-Carter (1977) previram a devolução do canal aos
panamenhos, concretizada em 31 de dezembro de 1999. Tal
construção é de extrema importância, já que é uma via
artificial de 80 km que conecta os oceanos Atlântico e
Pacífico, sendo uma das mais importantes rotas marítimas
para o comércio internacional.

Localização:
O Panamá é um país localizado na América Central,
situado num istmo (uma estreita faixa de terra) que conecta
a América do Norte à América do Sul. Faz fronteira a oeste
com a Costa Rica e a sudeste com a Colômbia, sendo banhado
pelo Mar do Caribe ao norte e pelo Oceano Pacífico ao sul.

Regime de governo:
É uma república presidencialista com um sistema
multipartidário. O Presidente é tanto chefe de Estado
quanto de governo, eleito por voto direto para mandatos de
5 anos, sem reeleição imediata. O país possui três poderes
independentes: Executivo, Legislativo e Judiciário.
A democracia moderna consolidou-se após 1990,
superando um período de ditadura militar (1968-1989) e a
invasão dos EUA, responsável pela retirada do ditador
Manuel Noriega do poder.

Economia:
A economia do Panamá é uma das mais dinâmicas e de
maior crescimento na América Latina, baseada principalmente
em serviços (cerca de 80% do PIB), logística e no comércio,
impulsionada pelo Canal do Panamá e pela zona franca de
Colón. Com um PIB estimado em US$ 90,41 bilhões em 2025, o
país destaca-se pelo turismo e alto poder de compra.

História da seleção:
Futebol não é o esporte mais popular no país. Essa
posição fica para o beisebol e boxe. Entretanto, Los
caneleros tentam entrar para a história, em sua segunda
Copa do Mundo.
A Federação Panamenha de Futebol foi fundada em 1937,
e o primeiro jogo da seleção foi uma vitória de 2 a 1
contra a Venezuela, em 1938. Só foi a partir de 1976 que o
Panamá disputa pela primeira vez as eliminatórias para a
Copa do Mundo, visto que, anteriormente, o futebol era
considerado amador no país.
No ano de 2003, temos a primeira participação do
Panamá em Copas. Foi o Mundial Sub-20, com uma geração de
jogadores que formou a base da equipe estreante na Copa do
Mundo de 2018.
O Panamá quase foi para a Copa de 2014. Estava
ganhando por 2 a 1 dos EUA na última rodada, entretanto,
levou 2 gols nos acréscimos, impedindo a repescagem com a
nova Zelândia.
Mas a felicidade total do país aconteceu ao
classificar para a Copa de 2018. Vencem a Costa Rica na
última rodada, se aproveitando da derrota dos EUA contra

Trinidad e Tobago, e o presidente até declara feriado
nacional no dia seguinte. O Panamá vai para a Copa no grupo
de Bélgica, Inglaterra e Tunísia e fica em último lugar,
com 3 jogos e 3 derrotas. Embora houve uma eliminação
precoce, a geração de jogadores como Román Torres, Felipe
Baloy e o goleiro Penedo, estão registrados com muito
carinho na história do país.
O Panamá, em sua história, teve alguns destaques
disputando torneios. Chegou às quartas de final da Copa
América em 2024. Também já foi vice-campeão da Copa Ouro em
2005, 2013 e 2023 e terceiro lugar em 2011 e 2013,
principal torneio das seleções da América do Norte e
Central. Foi vice-campeão da Liga das Nações da CONCACAF no
ano de 2024-2025. Além dessas campanhas, foi campeão da
Copa Centroamericana em 2009 e do Campeonato
Centroamericano y del Caribe de Fútbol em 1951 (primeiro
título da seleção), torneios já extintos.

Como o Panamá chega para a Copa de 2026?
A seleção panamenha entrou nas Eliminatórias da
CONCACAF (América do Norte, Central e Caribe) na segunda
fase do torneio. As equipes foram divididas em seis grupos
de cinco times, em que os dois primeiros passavam de fase.

Conseguiram a classificação para a terceira e última
fase após obter 100% de aproveitamento no grupo D, em turno
único.
Na terceira fase, as doze equipes que avançaram da
segunda fase foram divididas em três grupos de quatro
equipes.

O Panamá passou em primeiro lugar do grupo, com 3
vitórias e 3 empates, assim, classificando diretamente para
a Copa de 2026.

Técnico:
O treinador da seleção panamenha é Thomas
Christiansen, que nasceu em Hadsund, na Dinamarca.
Filho de uma espanhola, ele jogou de atacante quando
era jogador, de 1991 a 2006. Foi campeão da Supercopa da
UEFA, em 1992, pelo Barcelona e chegou a ser artilheiro do
campeonato alemão na temporada 2002-2003 pelo Bochum.
Iniciou sua carreira de técnico em 2014 e venceu o
campeonato do Chipre em 2016-2017 pelo Apoel. Desde 2020,
comanda o Panamá. Adota na seleção, principalmente, o
esquema 3-4-2-1.

Capitão:
O capitão da equipe é o volante Aníbal Godoy, de 36
anos, que joga pelo San Diego, dos Estados Unidos. Atua
pelo Panamá desde 2010 e é o jogador com mais atuações pela
seleção, ultrapassando os 150 jogos.

Convocados:

Destaques:

Fontes: Fronteiras Invisíveis do Futebol, BBC e Sofascore