Seleção da Argentina

Por Luiz Fernando Rangel

História do país:

Bandeira da Argentina

Antes da colonização espanhola, a região que hoje corresponde à Argentina era habitada por povos indígenas, como os Guaranis e os Mapuches. A chegada dos exploradores europeus começa em 1516, entre eles, estava Juan Díaz de Solís, importante navegador que descobriu o Rio da Prata.

A capital Buenos Aires, fundada em 1534, esteve sob tutela dos espanhóis até 9 de julho de 1816, quando, após uma série de revoltas contra a coroa espanhola, inspiradas nas ideias de liberdade iluministas que circulavam na Europa e nas Américas, os argentinos proclamaram sua independência.

Conquistada a independência, o país atravessou longos anos de turbulência política até que, na virada do século XIX para o XX, experimentou uma fase de notável desenvolvimento, impulsionada pela chegada em grande escala de imigrantes europeus, em particular italianos e espanhóis.

O mais famoso líder político, Juan Domingo Perón, assumiu a presidência em dois períodos (1946–1955 e 1973–1974), promoveu políticas de inclusão social, mas também criou fortes divisões sociais. De 1966 a 1983, a Argentina passou por uma ditadura militar de repressão e violação de direitos humanos. Desde então, o país tem passado por problemas econômicos e políticos, mas continua a ser um dos mais influentes da América Latina.

Localização:
A Argentina é um país localizado no extremo sul do continente da América do Sul e tem como idioma oficial o espanhol. O país tem 2.796.427 km² e cerca de 46 milhões de habitantes. A nação é dividida em 23 províncias e um Distrito Federal, a Ciudad Autônoma de Buenos Aires. A população não se encontra bem distribuída pelo país, e a maioria dos argentinos vive na capital ou próximo a ela.

Nas áreas ao sul, principalmente na região da Patagônia, a população é escassa. Um terço da sua população, aproximadamente, está concentrada na capital, Buenos Aires. A província tem um contingente de cerca de 15 milhões de pessoas. Outras grandes cidades argentinas são Córdoba e Rosário, com 1,5 milhão de pessoas cada, Mendonza e São Miguel, ambas também com aproximadamente 1 milhão de habitantes.

Regime de governo:
A Argentina é uma república federalista presidencialista. O governo é formado por um presidente, que representa o Poder Executivo, assim como pelo Poder Judiciário e pelo Poder Legislativo, representado por deputados e senadores. O país possui 257 deputados federais e 72 senadores. O presidente atual é Javier Milei, desde 10 de dezembro de 2023. Milei se descreveu como um “anarco-capitalista” e está seguindo políticas libertárias. Seu partido, La Libertad Avanza, é uma coligação política de extrema-direita, com posições conservadoras em matéria social e cultural, ao mesmo tempo que adota posições ultraliberais em questões econômicas.

Economia:
A economia argentina tem enfrentado problemas nas últimas décadas devido à inflação alta, desvalorização da moeda, desemprego e aumento da pobreza. No setor primário, a Argentina é uma grande exportadora de cereais, como a soja e o
trigo, além de produzir carne, lã e vinho. Em relação aos recursos naturais, o petróleo e o gás natural são uma importante fonte de divisas. O setor secundário é caracterizado pela diversificação produtiva, com fabricação de bens manufaturados, como automóveis e eletrônicos. No setor terciário, destacam-se os bancos e o crescente mercado do turismo. A Argentina também possui reservas de petróleo e gás natural, especialmente em áreas, como Vaca Muerta, uma das maiores reservas de gás de xisto do mundo.

História da Seleção Nacional:
Com 19 participações em mundiais, 23 títulos oficiais e mais de 100 anos de história, a “albiceleste” chega para a Copa de 2026 com três estrelas acima de seu escudo, depois da conquista no Catar, em 2022. Atualmente, os “hermanos” são a
grande força do futebol sul-americano, tendo conquistado também as últimas duas edições da Copa América, totalizando 16 taças na galeria da AFA e se sagrando como maior campeã do torneio.

O primeiro título mundial veio em casa, numa Copa cheia de polêmicas, em 1978. Durante o regime ditatorial, a Argentina comandada por Mario Kempes bateu a Holanda na final e se tornou a terceira seleção da América do Sul a conquistar o mundo. Depois, no México, em 86, com a mão de Maradona – e também de Deus – conquistaram o bi campeonato. Após isso, os argentinos viveram uma grande seca de títulos mundiais, que teve fim na última edição, com a consagração de Messi e Lionel Scaloni.

Como se classificou:
A “albiceleste” foi a sétima seleção a se classificar para a Copa de 26, com quatro rodadas antes do término das eliminatórias. Com tranquilidade, o time de Lionel Scaloni terminou em primeiro lugar na tabela, com 38 pontos conquistados em 12 vitórias, 2 empates e 4 derrotas. Entre os jogos da campanha, o mais marcante foi o soberbo 4×1 sobre os brasileiros no Monumental de Nuñez. Também nesse meio tempo, em 2024, nos Estados Unidos, conquistaram a Copa América depois de derrotarem a Colômbia na final.

Técnico:
Quem está na casamata da seleção Argentina é Lionel Scaloni e, depois de seu título brilhante em 2022, “La Scaloneta” tentará o tetra nesta edição. Ex jogador, Scaloni foi um lateral direito que teve maior destaque na Espanha. Pela seleção, atuou em apenas 7 jogos. Como treinador, nunca teve outra experiência que não seja a de maior destaque no seu país.

Assumiu em 2018, enquanto interino e, após bons resultados, foi efetivado. Na sua galeria de troféus, Scaloni tem duas Copas América e uma Copa do Mundo. Para além disso, outra conquista importante foi a de um resgate de um futebol com a cara de seu país, com um esquema tático que valoriza mais associações e liberdade para seus jogadores.

Esquema tático preferido:
4-3-1-2 e 4-3-2-1

Capitão:
Pela quarta edição seguida, o capitão da Argentina será Lionel Messi. Agora, com 38 anos e sem o peso da ambição pela conquista do Mundial nas costas, o camisa 10 chega para a sua sexta participação em Copas. Atualmente, joga pelo Inter Miami, da MLS.

Uniformes:

A camisa 1 da Argentina para a Copa desse ano segue o tradicional design das listras azuis e brancas. Dessa vez, o conceito do uniforme passa por um degradê do azul, que homenageia o tom da cor que estava em cada título da seleção, 78, 86 e 2022.

Já a camisa 2 carrega uma inspiração cultural do país. O design homenageia o “Fileteado Porteño”, expressão artística de desenho e pintura da cidade de Buenos Aires. A blusa, no entanto, gerou bastante debate entre os fãs nas redes sociais.

Convocados:

Referências:
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